terça-feira, 5 de julho de 2011

A carta

nota: todos os textos publicados por LL' são pura ficção.


Sabes que te digo a ti o que não sou capaz de dizer a mais ninguém. Só tu és capaz de compreender os fracassos da minha vida, por conheceres tão bem a inconsciente pessoa em que me tornei. Hoje decidi escrever-te e como não poderia deixar de ser, vou contar-te o meu último fracasso. Já passou algum tempo desde que o perdi e cheguei à conclusão que eu não perdi ninguém, abandonei. No início pareceu difícil, mas depois percebi que não era dele que sentia falta, mas sim de companhia e de acordar com uma mensagem de bom dia que me deixasse bem disposta. (In)felizmente percebi bastante cedo que não falta quem esteja disposto a mandar mensagens de bom dia bem cedinho para garantir que envia antes de eu acordar. Não sei se me fez bem ou mal, mas deixei que a minha vida se enchesse de rostos. Com o tempo percebi que se o abandonei foi porque nunca lhe dei, ou nunca teve, valor para mim. E fiquei frustrada. Acho que no fundo gostava que ele tivesse sido especial e não apenas mais um. Mas será que tenho que me sentir assim tão culpada por não conseguir amar alguém? Será que temos todos que ter um grande amor na vida? Não podemos simplesmente gostar de alguém por enquanto? Se eu posso porque é que os outros não podem também? Precisar de alguém agora não significa que vamos precisar desse alguém para sempre! Não gosto de criar laços, os laços sufocam-me por saber que são tão poucas as pessoas que sabem dar laços sem nó! É então que ele surge. Não, não estou a falar do meu último fracasso. Estou a falar dele, do que chegou depois disposto a mandar a mensagem de bom dia de que tanto sentia falta. Não sei qual é o lugar dele na história, não tem significado nenhum. É apenas aquele que não me deixa sentir sozinha. Aquele que me diz o que eu quero ouvir e me faz sorrir. É exactamente aquele que eu não quero a meu lado. Não me compreendas mal, não estou na fase do não funcionou com um não funciona com nenhum! Mas sabes bem como sou, não gosto que me digam aquilo que eu quero ouvir. Se gostasse assim tanto comprava um gravador. Ele é aquele qe me quer bem, como todos querem, no início. Sim, porque tu que és mulher compreendes o que te digo. No início somos todas umas princesas. Qual Kate, qual Charlene? Nós sim! Mas isso é como tudo na vida, passa com o tempo. De princesas passamos a namoradas e de namoradas...nem vale a pena dizer ao que passamos! Acho que vou dormir, já nem eu entendo muito bem o que te digo.

P.s: amiga descobri o elixir da felicidade, boa saúde mas memória fraca!

with love, LL'

sexta-feira, 1 de julho de 2011

?

Estou farta de escrever para ti ou sobre ti e até mesmo por ti. É como tudo na vida, quando consumido em quantidades exageradas provoca náusea. Por isso (e antes que vomite) vamos falar sobre o outro. Sim, há outro na minha vida. Não me digas que acreditavas mesmo que ainda eras o único? Também não interessa, tu não és mais o meu tema. Agora é a vez do outro
O outro é ...
Não faço ideia do que ele seja na minha vida, mas quando souber juro que te digo!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pim pam pum, falhou mais um.

Tropecei em ti. Sim, foste uma pedra no meu caminho. Cheguei à conclusão que foste um entrave grande de mais no meu percursso. Fizeste-me cair e estagnar tempo de mais. Nem para trás nem para a frente, foram assim os meus dias contigo. Se lesses isto dirias a ti mesmo ''mas eu fiz-te tão feliz, não entendo...'', meu amor, cada um acredita naquilo que quer. Eu quando era pequena também jurava a pés juntos que o Pai Natal existia. Moral da história: acreditamos naquilo que nos fazem acreditar...
Pensando bem o Pai Natal não foi uma grande desilusão, esperei tempos em vão até compreender que o príncepe encantado era um mito. Conheci demasiadas amostras e cheguei à conclusão que não existe exemplar. Estranho não é? Nem por isso, acontece a todos. Uns admitem, outros omitem...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Autorização para amar

Preencha a autorização riscando o que não for necessário:


Eu, autorizo/não autorizo o meu coração a amar a partir do dia de hoje.

O novo encarregado das emoções:
Cérebro


http://www.youtube.com/watch?v=XQJZDHx2S9c

domingo, 1 de maio de 2011

Cansaço


Não me peças um tempo, tempo é coisa que não tenho e isso é passatempo para os fracos. Sim, para os fracos como tu que não têm coragem de dizer estou farto de ti, dá-me espaço, desaparece por uns tempos e depois logo se vê. Não olhes para mim assim meu amor, sei bem o que significa estar cansado de alguém. E por incrivel que pareça cansa bem mais do que os meus Sábados de manhã no ginásio. A única semelhança é que ambas terminam de forma idêntica: uma corrida ao frigoríco pior do que a corrida aos saldos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Apesar da tua camisola...


Estás mais bonito desde que acabamos, fizeste de propósito! Fazes sempre... Quando namoravamos fazias questão de usar aquela camisola cor de salmão que a tua mãe te deve ter oferecido no Natal de 99 e que eu sonhava ver a arder na lareira da sala enquanto aquecia os pés. Para além desse fiz imensos planos para essa camisola, imaginei-me a servir-me dela como pano de cozinha, imaginei-a a sair toda manchada da máquina de lavar, toda rasgada pelo teu gato, comida pelo teu cão... Infelizmente até no dia em que vieste ter comigo para me dizer as quatro temiveis palavras 'já-não-dá-mais' a trazias vestida.
Nesse dia pensei: 'mas eu gosto de ti, apesar da tua camisola...'
Shiuuu! Há coisas que nem se pensam.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Se vais não voltas!



Podia ter sido como nos filmes, um mal entendido que acaba com uma porta a bater, um quadro a cair e a nossa foto perdida pelo chão... Mas não. Não houve mal entendidos e a única coisa que ouvi bater foi o meu coração. Naquela altura queria ter-te dito "não vás, fica!", mas o meu orgulho falou por mim, "se vais não voltas!". Estavas tão cansado de mim, dos meus ovos estrelados e da minha desarrumação, que dois anos depois ainda não voltaste...
Mas meu amor, eu já aprendi a fazer arroz de marisco, voltas?