domingo, 27 de março de 2011

Meu querido

São cinco horas da tarde. Continuo de pijama, deitada no cadeirão da sala, como se não estivesse disposta a fazer nada por mim. Penso em ti. Em como se estivesses aqui tudo poderia ser diferente. Mas não estás. Estou eu, o meu velho portátil, o meu maço de tabaco e um isqueiro. Sempre odiaste que eu fumasse, fazias questão de me dizer isso de cada vez que acendia um cigarro. Pensei em deixar de fumar, cheguei à conclusão que se não o fazia por mim, não o faria por ninguém, nem mesmo por ti. Agora que estou sem ti, faço dos cigarros a minha companhia, não preciso de um outro alguém. Pelo menos eles avisam-me previamente que provocam uma morte lenta e dolorosa. E tu, meu querido? Porque te julgas melhor que um cigarro?

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