quarta-feira, 6 de março de 2013

Nós, mulheres.

Li recentemente um estudo cientifico que comprovava que nós mulheres temos uma grande capacidade para fazer várias coisas ao mesmo tempo. Depois de uns longos minutos debruçada sobre o mesmo cheguei a uma conclusão que adivinho ser a chave para as questões que atormentam a minha cabeça: Se nós mulheres temos essa dita capacidade para fazer várias coisas ao mesmo tempo, não será então normal que haja mulheres que conseguem gostar de vários homens ao mesmo tempo? É o primeiro namorado, porque todas nós sabemos que não há amor como o primeiro, é o ex-namorado porque quando o namoro acaba ficamos com uma estúpida sensação de que era o homem das nossas vidas, e é o actual que nos vai preenchendo o tempo e o vazio do coração... e ainda há aquele vizinho que joga ténis com quem apenas nos cruzamos no elevador e nunca trocamos mais do que um simpático bom dia, mas ficamos sem jeito de cada vez que o vemos. Numa hora conseguimos pensar em todos eles, agrupá-los, classificá-los e ainda falar deles com as amigas. Falamos em aquele que é o amor da minha vida, em o meu primeiro amor, em o tal que me deixa sem jeito e depois um pouco mais à frente na conversa referimos o meu namorado. É aquilo a que se chamaria um coração e uma mente demasiado ocupados. Em conversa com as amigas diriam: Eu só gosto do meu X, vamos casar e sei que seremos muito felizes. Mas, quando a primeira confessasse que não esqueceu o ex-namorado, choveriam confissões de outros amores. Talvez não devam ser considerados amores, mas nós mulheres chamamos-lhe assim. Talvez porque queremos que entendam que estamos a pensar com o coração, e que deixaremos essas histórias por lá. E deixamos mesmo, provando que não fazemos uso da nossa tão conhecida capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo.





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