Li recentemente um estudo cientifico que comprovava que nós mulheres temos uma grande capacidade para fazer várias coisas ao mesmo tempo. Depois de uns longos minutos debruçada sobre o mesmo cheguei a uma conclusão que adivinho ser a chave para as questões que atormentam a minha cabeça: Se nós mulheres temos essa dita capacidade para fazer várias coisas ao mesmo tempo, não será então normal que haja mulheres que conseguem gostar de vários homens ao mesmo tempo? É o primeiro namorado, porque todas nós sabemos que não há amor como o primeiro, é o ex-namorado porque quando o namoro acaba ficamos com uma estúpida sensação de que era o homem das nossas vidas, e é o actual que nos vai preenchendo o tempo e o vazio do coração... e ainda há aquele vizinho que joga ténis com quem apenas nos cruzamos no elevador e nunca trocamos mais do que um simpático bom dia, mas ficamos sem jeito de cada vez que o vemos. Numa hora conseguimos pensar em todos eles, agrupá-los, classificá-los e ainda falar deles com as amigas. Falamos em aquele que é o amor da minha vida, em o meu primeiro amor, em o tal que me deixa sem jeito e depois um pouco mais à frente na conversa referimos o meu namorado. É aquilo a que se chamaria um coração e uma mente demasiado ocupados. Em conversa com as amigas diriam: Eu só gosto do meu X, vamos casar e sei que seremos muito felizes. Mas, quando a primeira confessasse que não esqueceu o ex-namorado, choveriam confissões de outros amores. Talvez não devam ser considerados amores, mas nós mulheres chamamos-lhe assim. Talvez porque queremos que entendam que estamos a pensar com o coração, e que deixaremos essas histórias por lá. E deixamos mesmo, provando que não fazemos uso da nossa tão conhecida capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo.
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