segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Qual de nós dois

Qual de nós dois venceu? Tu não, porque eu não fui vencida por ti, mas sim pelo orgulho. Eu também não, porque tu não foste vencido por mim, mas sim pelo cansaço. O meu orgulho não me deixou lutar por ti, o teu cansaço fez-te desistir de mim. Não é uma guerra justa. Não há guerra sem vencedor. Engraçado, acho que não travamos uma guerra um contra o outro, mas sim cada um contra si mesmo. Eu queria ter feito alguma coisa, mas o meu orgulho não deixou. Entendo também o lado dele, não se queria ferir. Tu já não conseguias fazer mais nada, o cansaço fez-te refém. E enquanto tu eras refém de um cansaço e eu não ia à luta para que o orgulho não se ferisse, a guerra que nunca chegamos a travar... terminou. E nós fizemos uma retirada estratégica. Deixaste de querer conquistar-me. Sabes o que te diria se o meu orgulho deixasse? Não precisas de lutar, toda eu ainda te pertenço. Não precisarias sequer de travar uma guerra para que de novo tudo fosse teu. É triste, é muito triste pensar assim. Por isso, talvez eu devesse agradecer ao meu orgulho nunca me ter deixado dizer-te. Afinal, todos queremos ser uma luta difícil e é sempre melhor que desistam de nós pelo cansaço do que por julgarem que quem conquista Portugal também consegue conquistar a Europa.

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